Essa parada é nossa!

O prefeito Crivella quer acabar com a parada LGBT de Copacabana. Assine a petição e vamos fazer a parada LGBT acontecer! Essa parada é nossa!

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O Rio de Janeiro é a cidade da diversidade. Conhecida mundialmente pela alegria e pela liberdade, as festas e os ventos culturais nas ruas e praças são parte do espírito da nossa cidade. Réveillon e Carnaval são nossos maiores eventos. Reunimos milhares de pessoas todos os anos. Mas esses não são os únicos eventos de importância internacional. A Parada do Orgulho LGBT de Copacabana é o terceiro maior evento da cidade do Rio de Janeiro. Sua importância não é apenas econômica.

Por muito tempo tivemos vergonha de sermos quem somos. Nos disseram que o que somos era errado. Acreditamos não merecíamos ser amados. Por muito tempo tivemos medo.

Foi no Rio de Janeiro que nasceu a primeira Parada do Orgulho LGBT, a época chamada Marcha pela Cidadania GLT, organizada pelo Grupo Arco-Íris. Em 1993, o ódio e estigma eram parte do cotidiano de quem se assumia LGBT. Foi nesse contexto que 50 pessoas marcharam numa passeata por Copacabana. No ano seguinte não é realizada a passeata, e sim um ato pelo Dia do Orgulho, na Praia do Flamengo, reunindo mais de 600 LGBTS em torno de direito de ser.

No ano de 1995 aconteceu de fato a primeira Parada do Orgulho LGBT, levando 2 mil pessoas a Praia de Copacabana. Um primeiro passo de visibilidade massiva em direção ao reconhecimento de quem somos.

Essa foi a primeira Marcha do Orgulho LGBT no Brasil. Ao lado da Marcha, integramos a 17ª Conferência Mundial de Lésbicas, Gays e Travestis. Mais de 2 mil LGBTs unidos por suas demandas. Nos reconhecemos uns nos outros. Nos tornamos “Nós”!

Em 21 anos de existência a Parada LGBT cresceu como uma avalanche: hoje mais de 1 milhão de participantes se reúnem anualmente. Uma multidão de LGBTs dispostos a construir um mundo mais justo e solidário. Que não respeite, mas que reconheça as diferenças de gênero e sexualidade. 

Mas nossa história de resistência e (re)existência está ameaçada. Durante anos construímos nossos sonhos em coletivo. Alçamos vôos altos juntos. A cada ano demos passos mais largos. O coração da luta pelos nossos direitos tomou as ruas e se fortaleceu quando nos encontramos. A parada LGBT é patrimônio do que somos hoje.

CRIVELLA QUER ACABAR COM A PARADA LGBT

O Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, se recusou a apoiar a parada LGBT. Há 21 anos conseguimos, a duras lutas, o apoio da prefeitura para realizar o que hoje é o terceiro maior evento da cidade do Rio de Janeiro. A crise econômica pela qual passamos não pode ser utilizada para justificar o fundamentalismo do prefeito. No calendário do Rio, a parada é esperada com ansiedade. Nos cofres públicos também. Reunimos milhares, milhões. Construímos, coletivamente, esse ato de resistência, e o argumento econômico não pode ser utilizado contra nós.

Marchar pelas ruas dos Rio de Janeiro é uma forma de mostrarmos aos que não querem nos ver que existimos e estamos atentos aos nossos direitos. Por cada LGBT que sofre violência pelo ódio e pela intolerância. Por cada travesti assassinada. Por cada transexual que tem sua identidade de gênero invisibilizada. Por cada lésbica, gay e bissexual afrontado por sua sexualidade. Por tanto e tanto, marchamos! E quando o fazemos, convidamos a todos e todas a marcharem conosco, lado a lado, por um mundo diferente. Com justiça social e equidade. Todos nós merecemos isso: travestis, transexuais, lésbicas, gays, bissexuais e héteros.

O prefeito Marcelo Crivella tomou seu lado quando, covardemente, se escondeu atrás do argumento econômico para deslegitimar a parada e o movimento LGBT. A tentativa de aparelhar a parada e tirá-la das nossas mãos é uma afronta a nossa história e aos nossos direitos.

Há mais de 21 anos, muito antes da Parada LGBT existir, já lutávamos pelas nossas vidas. Nos fortalecemos. A parada LGBT não vai acabar. No dia 16 de Maio, ocuparemos a Câmara de Vereadores em um ato contra o fim da Parada LGBT. Essa parada é nossa!

Assine a petição e venha ocupar as ruas.